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EMPRESÁRIO "Araujinho" se defende de acusações

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O empresário picoense, Francisco da Costa Araújo Filho, o "Araujinho", participou, na semana passada, pela primeira vez de um evento público em Picos desde o final do mês de maio quando foi alvo da Operação “Terra Nullius”, deflagrada pelo Ministério Público Estadual e o Gaeco, que realizou buscas e apreensões em sua casa e outros endereços ligados a sua pessoa. Naquela ocasião ele foi acusado de fazer parte de um esquema de grilagem de terra em Luís Côrrea, no litoral do Estado do Piauí. Araujinho inclusive chegou a ser apontado pelas autoridades como suposto chefe do esquema que teria a participação de funcionários da Prefeitura e de um Cartório da cidade litorânea, além de advogados, policiais militares e construtores.

Após participar da inauguração da Unidade Básica de Saúde (UBS) do Povoado Bocolô, na zona rural de Picos, o empresário concedeu uma entrevista coletiva, no final da manhã da última sexta-feira (28/06). Na conversa com os jornalistas ele falou sobre as conversações em torno do seu nome para uma possível pré-candidatura a prefeito de Picos, pela situação, nas eleições do próximo ano e sobre uma obra de recuperação da PI 375 que deve ser realizada pela Construtora Soma, empresa de sua propriedade. Durante a entrevista, a reportagem do Jornal e Portal O Povo aproveitou a oportunidade para questionar Araujinho a respeito das acusações de grilagem de terra e pela primeira vez ele falou sobre o assunto a imprensa piauiense.

De imediato o empresário negou as acusações e disse que não tem nada a esconder. Araujinho falou que teve o seu nome citado de forma equivocada em matérias jornalísticas. Ele ainda lamentou que tenha sido colocado como chefe de uma organização que invade terras no litoral do Estado do Piauí.

“Me botaram como sendo chefe de organização que invade terra no litoral. Eu apenas tenho [que dar] alguma satisfação para pessoas mais ligadas. Mas o que tenho é um registro, é escritura, eu tenho INCRA [Certificado de Cadastro de Imóvel Rural (CCIR)] pago. Tenho tudo”, defendeu-se.

Araujinho frisou ainda que é vítima e já teve invadidas suas terras no litoral piauiense. “Lá eu sou vítima. Eu sou invadido nas minhas terras e a própria Lei me dá o direito de lutar pela minha posse, porque eu tenho registro, eu tenho escritura. […] Tem mais de 12 anos que eu comprei essa terra lá”, pontuou.

“Eu não conheço Juiz, eu não conheço Promotor, eu não conheço delegado. Mas tenho um advogado constituído para me defender e tratar desses assuntos junto a Justiça. E tenho também uma pessoa que cuida da área física lá porque quando eu comprei a terra 12 anos atrás tinha apenas seis invasões e agora já passam de 30. Então a única coisa que eu faço lá é defender o meu patrimônio”, completou.

Araujinho encerrou dizendo que não descarta que todos os fatos tenham sido postos de maneira maldosa com o intuito de atrapalhar uma possível pretensão política. “As pessoas maldosamente sabem que eu estou pleiteando isso aqui [pré-candidatura a prefeito de Picos], mas isso não baixa minha cabeça. Pelo contrário, faz é me erguer é me levantar, é me agigantar para cima desse nosso projeto [de ser pré-candidato] que eu acho que dando certo nós já estamos aptos a está andando, conversando. Enfim, isso [a acusação] não me desmerece em nada”, concluiu.

Portal Novos Tempos - Fonte: Portal O Povo

Última atualização em Qui, 04 de Julho de 2019 03:01