Senador Fernando Bezerra Coelho, conforme a folha de São Paulo, recebeu R$ 1 milhão de reais de propina quando ministro da Integração

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A Folha de São Paulo de hoje traz matéria confirmando informação que já havíamos antecipado aqui mesmo, em nosso Blog (Leia AQUI), dando conta de que o ex-diretor da Odebrecht para o Nordeste, João Pacífico e outros executivos da empreiteira baiana, delataram o senador Fernando Bezerra Coelho, do PSB, que teria, durante sua permanência como ministro da Integração Nacional, recebido R$ 1 milhão de propina, para financiar sua campanha ao Senado em 2014, por meio de “Caixa 2”.

De acordo com a reportagem da Folha, a propina foi paga a FBC porque os recursos para a obra do Canal do Sertão Alagoano dependiam de liberação do seu Ministério.

Além de Fernando Bezerra Coelho, também o ex-governador de Alagoas e presidente do PSDB no Estado, Teotônio Vilela Filho, teria recebido R$ 2,8 milhões em propina durante seu mandato. O ex-governador cobrou da Odebrecht 2,25% de propina de contratos da obra, disseram à PGR (Procuradoria-Geral da República) executivos e ex-executivos da empreiteira que firmaram delação. Como contrapartida, as licitações das obras do lote 4 foram direcionadas à Odebrecht, delataram. Os delatores também afirmaram que o lote 3 foi direcionado à OAS.

A negociação e os pagamentos foram feitos enquanto o tucano ainda governava o Estado, afirmam as delações. O dinheiro teria sido pago pela área de operações estruturadas da Odebrecht, apontada como o departamento de propinas da empreiteira.

Na última terça-feira (21), as delações embasaram uma nova fase da Lava Jato contra pessoas ligadas aos senadores Valdir Raupp (PMDB-RO), Renan Calheiros (PMDB-AL) e Humberto Costa (PT-PE). Nenhum parlamentar foi alvo diretamente.

Projetado para ter 250 km de extensão e abastecer cerca de 1 milhão de pessoas no semiárido ao custo de R$ 1,5 bilhão, o canal está em construção há mais de dez anos e ainda não chegou à metade do projeto inicial. Hoje tem 107 quilômetros finalizados e atende 160 mil pessoas.

Já foram gastos mais de R$ 2 bilhões na construção até o lote 4. Além da Odebrecht e da OAS, a Queiroz Galvão participou da obra. Todas são alvos da Lava Jato.

www.potalnovostempos.com – Fonte: Noelia Brito

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Por Adauto Ferreira

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