TALVEZ Bolsonaro sofra processo de impeachment se vacina demorar, disse Maia no dia 11 de janeiro

 TALVEZ Bolsonaro sofra processo de impeachment se vacina demorar, disse Maia no dia 11 de janeiro

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), avaliou ser possível que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) sofra um processo de impeachment caso a vacinação contra a covid-19 demore a começar. Maia negou, porém, que vá encaminhar a abertura do processo, uma vez que sua gestão está próxima do fim.

“A questão da vacina está começando a transbordar [na Câmara] uma pressão que a sociedade poucas vezes fez nos últimos anos”, disse o deputado em entrevista ao site Metrópoles, a ser publicada na íntegra amanhã. “Talvez ele [Bolsonaro] sofra um processo de impeachment muito duro se não se organizar rapidamente. Porque o processo de impeachment, você sabe, é o resultado da pressão da sociedade.”

Estamos em recesso, [encaminhar o processo de impeachment] não vai ajudar agora. Vou apenas criar desorganização em um momento em que se está elegendo um novo presidente [da Câmara]. Acho que esse papel cabe ao novo presidente.

A eleição para a presidência da Câmara e do Senado acontece no próximo dia 1º de fevereiro. Disputam a vaga os deputados Arthur Lira (Progressistas-AL), apoiado por Bolsonaro, e Baleia Rossi (MDB-SP), candidato de Maia e endossado por 11 partidos, ao todo.

Mais cedo, após reunião com a parte catarinense da bancada do MDB, Baleia Rossi disse que um eventual novo pedido de impeachment de Bolsonaro será tratado “com muita clareza e objetividade” e dentro do que manda a Constituição.

A declaração veio logo após uma cobrança da cúpula do PT, que questionou declarações do deputado sobre o assunto. Ontem, a presidente nacional do PT, deputada Gleisi Hoffmann (PR), revelou que um dos itens do acordo para que Baleia Rossi tivesse o apoio do partido na eleição é “analisar denúncias de crimes do presidente da República”.

O emedebista diz que sua candidatura à presidência quer garantir uma Câmara que respeite as diferentes opiniões.

“A minha candidatura não é de oposição, mas sim uma candidatura que defende a independência da Câmara federal. A sociedade espera mais liberdades. Nós respeitamos as instituições e respeitamos a ciência”, disse Baleia Rossi.

Correligionários do partido ouvidos pelo Estadão disseram que o discurso “apaziguador”, longe de polêmicas, pode favorecer Baleia Rossi. O maior desafio será conseguir o consenso entre outros 10 partidos que o apoiam na disputa: DEM, PT, PSL, PSB, PDT, PCdoB, PSDB, PV, Cidadania e Rede. Se fosse garantida a fidelidade dos parlamentares aos partidos, ele teria 256 dos 281 votos necessários para a vitória.

Portal Novos Tempos – Fonte: Estadão Conteúdo

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adauto Ferreira

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