ÁUDIOS mostram negociação de vacina desde fevereiro e pedido para encontro

 ÁUDIOS mostram negociação de vacina desde fevereiro e pedido para encontro

Áudios trocados entre representantes da Davati Medical Supply mostram que as negociações com o então diretor de logística do Ministério da Saúde, Roberto Dias, ocorriam desde o início de fevereiro e que havia pedido para que ocorresse um encontro em Brasília.

Em depoimento à CPI, Roberto Dias afirmou que o encontro com Luiz Paulo Dominghetti, vendedor da Davati, num shopping em Brasília em 25 de fevereiro foi acidental. Reportagem da CNN colocou a versão em xeque e acabou levando à prisão do ex-diretor do Ministério da Saúde.

Novos áudios de Dominghetti que a CNN teve acesso indicam que as negociações com Dias já ocorriam semanas antes do encontro que o ex-diretor de logística afirmou ter ocorrido acidentalmente.

Saiba mais sobre a prisão de Roberto Dias

No dia 10 de fevereiro, Dominghetti recebeu áudio de Cristiano Alberto Carvalho, representante oficial da Davati no Brasil, no qual ele fala de negociações em andamento com Roberto Dias.

“Bom dia, Dominghetti. Falei com Dias, do Ministério, que preciso lá da carta de órgão governamental, que o Rafa já enviou a ele para gente dar prosseguimento. Sem ter absolutamente nada da intenção de compra do governo, eu não consigo dar prosseguimento. É isso que tá faltando. Rafa já fez documento e acredito que já mandou para ele [Roberto Dias]. Fico à disposição, o que está falando é só isso”, diz Cristiano Carvalho em áudio.

Em seguida, Dominghetti responde, dizendo que havia pedido para que ele e seu colega fossem a Brasília e que “o posicionamento é que vai haver a compra”.

“Bom dia, eu falei com eles isso também nesse sentido. Apertando essa carta aí para a gente até ter a real intenção de compra do governo. Eles querem que a gente vá a Brasília, mas às vezes é um gasto de energia desnecessário se não tem posicionamento concreto da compra. Conversar a gente pode por Whatsapp, conferência. Dispendiar ida a Brasília para bater prosa sem uma real certeza de compra, né. A princípio o posicionamento é que vai haver a compra. Mas sem essa real carta de intenção a gente não consegue avançar. Foi o que eu disse para eles”.

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adauto Ferreira

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