HOSPITAL de Picos passa a oferecer medicação que reverte AVC
O Governo do Estado, por meio da Fundação Piauiense de Serviços Hospitalares (Fepiserh), passa a oferecer atendimento de urgência com a substância alteplase no Hospital Regional Justino Luz, em Picos, a pacientes que sofrerem acidente vascular cerebral (AVC). Por ser o maior hospital público da região centro-sul do Piauí, o Justino Luz se torna referência ao disponibilizar o medicamento no interior do estado.
A Alteplase é utilizada nas primeiras quatro horas e meia do início de um “derrame”. Mais tarde do que isso, os efeitos serão menos eficientes. O medicamento faz parte de uma classe de fármacos chamada de trombolíticos, que são drogas que dissolvem coágulos sanguíneos, que na maioria das vezes, causam os AVCs.
O paciente J.L.S. sofreu um acidente vascular cerebral no dia 23 de janeiro deste ano e deu entrada no Hospital Justino Luz. De acordo com o médico neurologista Tércio Luz Barbosa, ele teve um quadro súbito. “O paciente teve perda de força do lado direito do corpo e perda da fala. Acordou bem e por volta das 6h da manhã entrou em um quadro de AVC. Nessa situação, o paciente deve ser encaminhado imediatamente para um hospital”, explica.
Quando o paciente deu entrada no Justino Luz e realizar exames, como tomografia de crânio de urgência, foi feito uma checagem de contraindicações para o trombolítico, que é a medicação feita para o tratamento da fase aguda do AVC. Descartados os riscos, o paciente foi para Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital, onde recebeu o Alteplase. O médico relata o êxito do atendimento. “Eu fiquei por uma hora junto ao paciente após a aplicação do Alteplase e nos primeiros 15 minutos da medicação, ele evoluiu para escala de zero e todos os défices motores e alterações da fala foram revertidos”, conta.
De acordo com o neurologista, essa foi a primeira vez que esse tratamento com trombolítico foi realizado na cidade de Picos e em um hospital público do Interior do Estado. Para o especialista, a atendimento abre precedência para mudar o atendimento de pacientes com AVC na região. “Esse foi um divisor de águas na saúde da nossa região, pois conseguimos reverter a situação na fase aguda. Sem essa medicação, o paciente poderia ter ficado com sequelas”, revela.