16 de junho de 2024

COORDENADOR epidemiológico de Picos explica sobre ameaça do novo Coronavírus

A população mundial segue aterrorizada com a proliferação infecciosa do Coronavírus (n2019CoV). O novo vírus que foi categorizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como emergência de saúde pública de interesse internacional já atinge milhares de pessoas na China (foco do vírus) e se espalhou por mais de 19 países.     

No Brasil, seis casos suspeitos da doença estão sendo monitorados. Um deles, na região Nordeste, na cidade de Sobral, no Estado do Ceará.

Diante do quadro, com o objetivo de oferecer maiores informações: sintomas, contágio, tratamento sobre o Coronavírus, a reportagem do Folha Atual entrevistou com o coordenador de Vigilância Epidemiológica de Picos, Robsincley Viana. 

FOLHA ATUAL: O que é o Coronavírus?

ROBSONCLAY: É um vírus que tem causado doença respiratória pelo microrganismo coronavírus, com casos recentemente registrados na China. O Coronavírus já é conhecido pelo mundo científico desde 1960 e vem causando infecções respiratórias em seres humanos e em animais.

O novo coronavírus (n2019CoV) faz parte de uma família de vírus que podem causar doenças graves com impacto importante em termos de saúde pública, como a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS), identificada em 2002 e a Síndrome Respiratória do Oriente Médio (MERS), identificada em 2012. 

FOLHA ATUAL: Quais os sintomas da doença?

ROBSONCLAY: Os coronavírus humanos comuns causam infecções respiratórias brandas a moderadas de curta duração. Os sintomas podem envolver coriza, tosse, dor de garganta e febre. Esses vírus algumas vezes podem causar infecção das vias respiratórias inferiores, como pneumonia. Esse quadro é mais comum em pessoas com doenças cardiopulmonares, com sistema imunológico comprometido ou em idosos.

FOLHA ATUAL: Como o homem pode ser infectado pela doença?

ROBSONCALY: Podemos ser infectado pelo coronavírus pelo contato pessoal com secreções contaminadas, como: gotículas de saliva; espirro; tosse; catarro; contato pessoal próximo, como toque ou aperto de mão; contato com objetos ou superfícies contaminadas, seguido de contato com a boca, nariz ou olhos.

FOLHA ATUAL: O coronavírus tem infectado pessoas em vários países. Já existem casos suspeitos no Brasil, na região Nordeste, como explicar tamanha abrangência do surto?

 

ROBSONCALY: Como todo vírus causador de doenças respiratórias, o Coronavírus tem uma facilidade de disseminar pelo ar, de pessoa a pessoa pelo contanto íntimo em ambientes fechados ou com pouca ventilação. Quando um indivíduo contrai o vírus, ele pode transmitir para outras pessoas por onde andar ou conviver. É importante lembrar que para configurar um casos suspeito do novo Coronavírus é necessário que as pessoas tenham vindo da China nos últimos 14 dias e que apresentem febre e sintomas respiratórios ou a pessoa tenha entrado em contato com algum indivíduo que tenha visitado a China no período de surto da doença.

FOLHA ATUAL: Formas de prevenção…

ROBSONCALY: O Ministério da Saúde orienta cuidados básicos para reduzir o risco geral de contrair ou transmitir infecções respiratórias agudas, incluindo o novo coronavírus. Entre as medidas estão:

•          evitar contato próximo com pessoas que sofrem de infecções respiratórias agudas;

•          realizar lavagem frequente das mãos, especialmente após contato direto com pessoas doentes ou com o meio ambiente;

•          utilizar lenço descartável para higiene nasal;

•          cobrir nariz e boca quando espirrar ou tossir;

•          evitar tocar mucosas de olhos, nariz e boca;

•          higienizar as mãos após tossir ou espirrar;

•          não compartilhar objetos de uso pessoal, como talheres, pratos, copos ou garrafas;

•          manter os ambientes bem ventilados;

•          evitar contato próximo a pessoas que apresent…

 

FOLHA ATUAL: Por ser um vírus com novas características, as instituições de saúde possuem mecanismos para conter a doença?

ROBSONCALY: Sim. Os Hospitais Regionais e instituições de saúdes particulares desde há muito tempo lidam com doenças respiratórias e desde os surtos de gripes suínas, aviárias, influenza ao longo dos anos sabem adotas medidas preventivas e de isolamento para conter a propagação das doenças respiratórias e a referenciar os casos graves paras as instâncias de nível da alta complexidade.

 

adauto Ferreira

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