21 de julho de 2024

ALCOOLUMBRE suspende sessão da votação de projetos do orçamento impositivo

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O presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre (DEM-AP), suspendeu na noite desta terça-feira (3) a sessão destinada a votações e adiou para a próxima terça (10) a análise dos projetos que tratam do orçamento impositivo.

Ao anunciar a decisão, Alcolumbre afirmou que os parlamentares pediram mais tempo para analisar os projetos enviados pelo governo.
 
Segundo ele, a sessão será retomada nesta quarta (4) para votar vetos do presidente Jair Bolsonaro a trechos da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) que tratam de emendas parlamentares impositivas, isto é, de execução obrigatória.
 
Mais cedo, nesta terça, o presidente do Congresso afirmou que há um acordo entre os parlamentares para manter os vetos. Segundo Alcolumbre, o acordo também prevê votação dos projetos enviados pelo governo.
 
Orçamento ‘impositivo’: entenda como funciona
“Legitimamente, vários senadores se manifestaram agora na reunião na presidência do Senado levantando e pleiteando que a gente pudesse cumprir o regimento em relação ao prazo regimental estabelecido para a votação dos PLNs. […] Aceitei a manifestação como justa porque os congressistas estão tendo uma hora para analisar a regulamentação de uma matéria importantíssima para o Congresso, para o parlamento brasileiro e para o país”, declarou Alcolumbre.
 
“Nós vamos suspender essa sessão e fui ao gabinete do presidente [da Câmara] Rodrigo Maia conversar com vários lideres partidários porque a decisão precisa ser conjunta”, acrescentou o presidente do Congresso.
 
Em 2019, o Congresso Nacional ampliou a parcela impositiva do orçamento deste ano em duas votações. Parte das regras entrou em uma emenda à Constituição, promulgada sem passar pelo aval do Palácio do Planalto.
 
Entenda os projetos
Conforme o acordo anunciado por Alcolumbre, o Congresso deve aprovar os três projetos que disciplinam como serão aplicadas as emendas de relator e de comissões e diminui a quantidade de recursos reservados para essas indicações.
 
Os textos preveem que, dos R$ 30 bilhões previstos para as emendas do relator-geral do Orçamento, pelo menos R$ 9,6 bilhões retornarão ao governo federal, ao qual caberá definir onde os recursos serão aplicados.
 
Há ainda um ponto no projeto enviado pelo Planalto que irá retirar da alçada do relator mais um montante. O valor não está especificado no projeto de lei, mas, segundo o cálculo de técnicos do Congresso, deverá, somado aos R$ 9,6 bilhões, totalizar R$ 15 bilhões.
 
Por esse dispositivo, as emendas indicadas pelas comissões e pelo relator-geral só ficarão sob controle dos parlamentares quando o valor representar um acréscimo líquido em relação à programação original do Poder Executivo.
 

adauto Ferreira

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