
Por Adauto Ferreira
Na segunda-feira, 2 de março, como mostram os registros, o prefeito de Fronteiras, Eudes Agripino Ribeiro, esteve reunido com os presidentes da indústria produtora do cimento Nassau no Piaui, Guilherme Rocha e Nivaldo Brayner, cujas tratativas giraram em torno da reabertura da indústria produtora do cimento Nassau, especificamente da reabertura e funcionamento da Itapissuma.
Essa é, sem dúvida, uma notícia de grande impacto para a economia do Piauí. A reabertura da unidade Itapissuma em Fronteiras não é apenas o retorno de uma fábrica, mas o resgate de um polo industrial que historicamente foi o coração econômico da região.
A formação desse grupo de trabalho entre a Prefeitura, a Investe Piauí e o Grupo João Santos (Cimento Nassau) indica um planejamento mais robusto do que meras intenções, sugerindo que há um cronograma técnico sendo montado.
Por que essa retomada é estratégica?
Geração de Emprego Direto e Indireto: Indústrias de cimento demandam uma cadeia extensa, desde a extração mineral até a logística de transporte, o que movimenta o comércio e o setor de serviços local.
O aumento do ICMS e de tributos municipais permite que a prefeitura reinvista em infraestrutura e saúde para a população. Fronteiras possui uma localização privilegiada para o escoamento de produção para outros estados do Nordeste, facilitando a competitividade do produto.
A participação da Investe Piauí traz um selo de segurança institucional, facilitando possíveis incentivos fiscais e parcerias para infraestrutura energética e hídrica. A unidade da Itapissuma em Fronteiras sempre foi conhecida pela qualidade do calcário da região, o que torna o produto final altamente competitivo no mercado nacional.
A reindustrialização é um passo essencial para que o Piauí deixe de ser apenas um exportador de matéria-prima e passe a agregar valor aos seus recursos naturais.
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