18 de junho de 2024

PARTIDOS como o PP do CIRO Nogueira e PSD do JÚLIO César abraçam BOLSONARO

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A reaproximação de Jair BOLSONARO com os integrantes do Centrão, bloco parlamentar que ele integrou ao longo dos 27 anos como deputado federal, diz muito sobre a situação do presidente da República. Minado pelas crises que ele próprio criou, vendo os pedidos de impeachment se multiplicarem no Congresso, o chefe do governo acabou obrigado a buscar uma base parlamentar para chamar de sua, pressionado por uma crise sanitária mundial que provocará um número imprevisível de mortes e arrasará a economia.

O chamamento destes e outros líderes feito pelo presidente BOLSONARO que, na condição de candidato lembrava muito FERNANDO Collor com aquela história de “caçador de marajás”, agora, em apuro, recorre as práticas por ele condensadas. Cada vez mais isolado, Bolsonaro está disposto a entregar aos novos aliados o controle de um orçamento de bilhões de reais, com a oferta de cargos em importantes órgãos públicos. O futuro, porém, parece obscuro, pois os movimentos indicam que o presidente sairá ainda mais desgastado da pandemia.

O casamento com os antigos colegas deve ser tórrido, mas curto. As negociações do Planalto com o Centrão envolvem o PP do senador CIRO Nogueira, o PSD do ex-ministro ROBERTO Kassab e do deputado piauiense JÚLIO César, o PL do VALDEMAR Costa Neto, o PRB do prefeito MARCELO Crivello e o PTB do ROBERTO Jefferson e do ex-senador JOÃO Vicente Claudino. Os cerca de 200 votos do bloco parlamentar estão bem acima dos 172 necessários para evitar a abertura de um processo de impedimento do chefe do Executivo.

O preço do Centrão é traduzido em números por um levantamento da ONG Contas Abertas. A pesquisa indica, por exemplo, que a cereja do bolo que celebrará a relação será o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), ligado ao Ministério da Infraestrutura, que tem, disponível para investimentos em 2020, um montante de R$ 6,9 bilhões. O glacê é o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação, do MEC, que terá, para investimentos, R$ 1,8 bilhão.

Por tudo que se vê nos últimos dias, o presidente BOLSONARO continuará a fazer o papel da Rainha da Inglaterra. Presidente sim, mas quem manda, como já vem mandando são os parlamentares. Os senadores e deputados juntos, sabendo que dificilmente haverá a prorrogação das eleições para 2022, como deseja muitos prefeitos, conseguem massagear o ego dos dirigentes municipais colocando recursos nos seus municípios sob o pretexto de que tais recursos são para o combate ao coronavírus.

Adauto Ferreira – Portal Novos Tempos

adauto Ferreira

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